A Disney está considerando demitir milhares de funcionários e pediu a alguns gerentes que busquem uma redução de 20% nas economias anuais de custos. A informação foi publicada pelo Omelete, com base em reportagem da Bloomberg News. O movimento de reestruturação ocorre enquanto o novo CEO, Josh D'Amaro, tenta lidar com uma série de desafios da companhia.
Desafios que pressionam a empresa
Entre os obstáculos citados pela reportagem estão o aumento do uso de inteligência artificial, a queda na receita de bilheteria, a concorrência acirrada no setor de streaming e a desaceleração no comparecimento internacional aos parques temáticos.
No final do ano fiscal de 2025, a empresa tinha cerca de 231 mil funcionários, segundo o Omelete.
Onde a economia deve ser reinvestida
De acordo com a Bloomberg, algumas áreas da Disney devem sofrer mais com os cortes do que outras. D'Amaro planeja reinvestir parte da economia em programação de cinema e TV, tecnologia, parques temáticos e no negócio de navios de cruzeiro.
A estratégia combina enxugamento de custos com aposta em frentes que, no entendimento da reportagem, sustentam o crescimento da companhia nos próximos anos.
Histórico recente de cortes
A Disney já vinha reduzindo quadros nos últimos anos para melhorar a lucratividade. Em setembro, a empresa demitiu algumas centenas de funcionários dos departamentos de recursos humanos e tecnologia.
No início deste ano, cerca de 1.000 posições foram cortadas. Antes disso, houve demissões ao longo de 2025 e a redução de 7.000 cargos em 2023. Outras empresas do setor, como Netflix e Skydance, também realizaram cortes para reduzir custos.