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Polícia revela por que pai de Gustavo não foi preso no dia da morte

Polícia revela por que pai de Gustavo não foi preso no dia da morte

A Polícia Civil explicou nesta quinta-feira (6) os motivos que levaram o pai de Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, a não ser preso no dia em que comunicou a morte da criança, em Palmas. Segundo o delegado Eduardo Menezes, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a decisão ocorreu porque, naquele momento, não havia elementos jurídicos suficientes para justificar uma prisão em flagrante.

De acordo com o delegado, o pai do menino procurou espontaneamente a Polícia Civil e informou que o filho teria morrido após um suposto afogamento na piscina da residência. Inicialmente, essa foi a única versão apresentada às autoridades.

No entanto, conforme explicou a Polícia Civil, o andamento das investigações e os exames periciais passaram a indicar circunstâncias diferentes das relatadas. O laudo cadavérico oficial descartou a hipótese inicial de afogamento e apontou lesões incompatíveis com esse tipo de ocorrência, tornando-se peça fundamental para o pedido de prisão preventiva.

Segundo Eduardo Menezes, a representação pela prisão do pai e da companheira dele só foi encaminhada ao Poder Judiciário após a conclusão do exame pericial. “Não havia como pedir a prisão sem demonstrar as circunstâncias da morte”, afirmou o delegado durante entrevista coletiva.

Ainda conforme a polícia, a investigação foi conduzida de forma célere, desde o registro da ocorrência até o cumprimento dos mandados de prisão. Agora, o inquérito segue com novos interrogatórios e o confronto entre os depoimentos dos investigados e os elementos reunidos pela perícia.

A Polícia Civil informou que a participação de cada investigado ainda será esclarecida ao longo da apuração. O caso continua sendo investigado e a responsabilização criminal dependerá da conclusão do inquérito e da análise do Ministério Público e da Justiça.

Durante a coletiva, Eduardo Menezes afirmou que, em seus 19 anos de carreira, este está entre os casos mais complexos que já investigou, destacando o compromisso da equipe em esclarecer completamente as circunstâncias da morte da criança.

Fonte: Gazeta do Cerrado